Prefeito de Meruoca é expulso por facções e Carmelo Neto cobra ação dura contra narcoterrorismo no Ceará

Foto: Reprodução

O deputado Carmelo Neto denunciou, em vídeo, a expulsão do prefeito de Meruoka por ordem de facções criminosas que atuam na região. Segundo ele, além do gestor municipal, um secretário da administração também abandonou a cidade e está desaparecido com medo de represálias do crime organizado. A fachada da prefeitura chegou a ser pichada com ameaças, depois cobertas com tinta preta.

Carmelo destacou que a Polícia Militar agiu rapidamente e prendeu os envolvidos nas intimidações, mas os suspeitos foram soltos em menos de 24 horas na audiência de custódia. “Isso é o que o governo do PT tenta esconder do cidadão. Se o crime faz isso com um prefeito, imagine com o cidadão comum”, afirmou o parlamentar.

O deputado criticou duramente o presidente Lula e o governador Elmano de Freitas, afirmando que o governo federal se recusa a tratar facções como organizações terroristas. Para Carmelo, os ataques em Meruoka são uma demonstração clara de terrorismo. “Essa gente merece tratamento muito mais duro. Vai me dizer, Lula, que o que está acontecendo aqui não é terrorismo?”, questionou.

Ele também comparou a decisão federal de decretar Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para a COP-30, em Belém, com a situação vivida pelos cearenses. “Será que não está precisando de GLO aqui no Ceará para garantir a segurança do povo?”, disse, acusando o Estado de omissão diante do avanço das facções.

Ao final, Carmelo fez um apelo ao Congresso Nacional pela aprovação da lei anti-terrorismo e pelo endurecimento das penas contra facções. “Eu não tenho a caneta, mas tenho a voz para mostrar ao Brasil o que está acontecendo no Ceará. Alguma coisa precisa ser feita. Ninguém aguenta mais”, concluiu.

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