
O deputado estadual Carmelo Neto (PL) lamentou e repudiou, nesta sexta-feira, 19, o assassinato da cozinheira Antônia Ione Rodrigues da Silva, conhecida como “Bira”, morta a tiros e facadas em Saboeiro após se recusar a envenenar policiais militares a mando de uma facção criminosa. O caso, segundo o parlamentar, escancara o poder das facções no interior do Ceará e a omissão do governo estadual diante da escalada de violência.
“Uma mulher trabalhadora, que apenas fazia o seu serviço com honestidade, foi executada por se recusar a obedecer bandidos. Isso é revoltante. O Estado está dominado pelas facções, e quem paga o preço são os inocentes”, afirmou Carmelo. O deputado disse ainda que a morte de “Bira” deve servir como alerta para a necessidade de reforçar a proteção de servidores públicos que atuam em áreas dominadas pelo crime organizado.
Carmelo também cobrou uma resposta firme das autoridades estaduais. “Não podemos normalizar o terror das facções. O governo precisa agir com urgência, dar condições à Polícia Militar e garantir segurança para quem trabalha ao lado da lei. A morte dessa mulher é um símbolo do medo que o crime impõe sobre o povo cearense”, declarou.
O parlamentar finalizou dizendo que vai acompanhar as investigações e cobrar que os responsáveis sejam punidos com rigor. “A justiça precisa ser feita. Que a morte da ‘Bira’ não seja apenas mais um número nas estatísticas, mas um grito por justiça e segurança no nosso Ceará”, concluiu.