Carmelo Neto é impedido de fiscalizar UPA lotada em Fortaleza: “Se continuassem me impedindo, eu daria voz de prisão”

Foto: Divulgação

O deputado Carmelo Neto (PL) foi impedido de realizar uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Redentor, em Fortaleza, na tarde desta segunda-feira, 27. Mesmo diante da resistência, o parlamentar entrou na unidade, conversou com pacientes e profissionais e constatou a superlotação, com pessoas aguardando atendimento há mais de 12 horas.

Se ele continuasse impedindo o meu direito de fiscalizar e defender o povo, eu daria voz de prisão nele”, afirmou Carmelo, após ser barrado na entrada. O deputado destacou que seu objetivo era apurar denúncias sobre a falta de médicos e as longas filas na unidade. “A gente recebeu a denúncia e veio ver com os próprios olhos. Isso aqui está errado. Ninguém merece ser tratado desse jeito.”

Durante a visita, Carmelo foi cercado por pacientes e familiares que relataram horas de espera e falta de estrutura. O parlamentar cobrou respeito à sua prerrogativa de fiscalização e frisou que os profissionais de saúde também sofrem com a precariedade do serviço. “A culpa não é dos profissionais, eles também são vítimas dessa situação. A cooperativa diminuiu o número de médicos, e quem paga o preço é o povo”, disse.

Após diálogo com representantes da direção, Carmelo confirmou que houve a redução do número de médicos na escala de plantão, o que tem causado a superlotação. “Ninguém gosta de ver uma UPA lotada, ninguém gosta de ver o povo sofrendo. Vamos solicitar o retorno do sexto médico e cobrar providências da Secretaria de Saúde e da cooperativa”, afirmou.

O deputado anunciou que vai apresentar um projeto de indicação na Assembleia Legislativa solicitando a construção de uma nova UPA para atender a população dos bairros Cristo Redentor, Pirambu e Barra do Ceará. “Ninguém merece esperar 12 horas para ser atendido. Eu vim aqui ver de perto e vou cobrar soluções concretas. O povo merece respeito”, concluiu.

Compartilhar postagem:
Comente sobre: