
O deputado Carmelo Neto foi agredido na tarde desta segunda-feira, 19, enquanto realizava uma fiscalização em um prédio escolar desativado no bairro Dom Lustosa, em Fortaleza. O imóvel, alugado pelo Governo do Estado por R$ 27 mil mensais, abrigava o antigo CAIC Raimundo Gomes de Carvalho.
Apesar do alto custo aos cofres públicos, a unidade foi transferida há pelo menos sete meses. Desde então, o prédio permanece fechado e sem utilidade, onerando o bolso do cidadão cearense sem oferecer qualquer benefício à comunidade.
A agressão ocorreu quando um vigilante tentou impedir a entrada do parlamentar no local. O funcionário fechou o portão de ferro contra o braço esquerdo de Carmelo, causando uma lesão que foi devidamente atestada em exame de corpo de delito.
“Sou deputado e estou no exercício do meu dever de fiscalizar. Fecharam o portão no meu braço para me impedir de cumprir minha função. Isso é inadmissível. É um escárnio”, declarou o parlamentar sobre o incidente.
Agentes da Polícia Militar foram chamados para garantir que a fiscalização ocorresse, mas, diante da agressão, o caso foi registrado em delegacia. De acordo com denúncias, o imóvel alugado pela gestão de Elmano de Freitas possui contrato vigente até julho de 2026, mesmo estando inativo.
“O que eles queriam esconder ficou muito claro: um prédio alugado pelo Governo do Estado, sem funcionar absolutamente nada há sete meses. Uma escola fantasma, que não existe mais naquele local, mas que gera custo mensal elevado para os cofres públicos”, afirmou o deputado.
Carmelo também criticou a postura da Secretaria da Educação do Ceará, destacando que trabalhadores foram colocados sob pressão para impedir o trabalho parlamentar. Para ele, a responsabilidade pelo ocorrido é da direção da pasta e do Governo do Estado, que expuseram o funcionário a essa situação.
O deputado assegurou que a tentativa de intimidação apenas fortaleceu a denúncia e que o caso terá desdobramentos. “Se acharam que iam me calar, azar o deles. Depois do que fizeram comigo, o povo cearense vai saber ainda mais o que estava acontecendo ali. Eu não vou me calar diante de injustiça nenhuma”, concluiu.