Carmelo Neto denuncia creche abandonada há 12 anos em Maranguape: “Um desrespeito com as famílias”

Foto: Reprodução

O deputado Carmelo Neto (PL) denunciou o abandono de uma creche no município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Segundo o parlamentar, a obra começou em 2014, já consumiu mais de R$ 1,3 milhão em recursos públicos e segue sem funcionamento, mesmo após cerca de metade do valor total já ter sido pago.

Durante visita ao local, o deputado criticou a situação da estrutura, que permanece inacabada enquanto famílias enfrentam dificuldades para conseguir vagas para crianças na rede pública. “Os moradores não têm a opção de colocar os filhos onde bem entendem, porque a creche que deveria estar funcionando está completamente abandonada. É um desrespeito com o pai e a mãe de família que precisam trabalhar e não têm onde deixar os filhos em segurança”, afirmou.

Carmelo também destacou que o atual prefeito já comandava o município quando a obra foi iniciada e anunciou medidas para cobrar explicações da gestão. “São 12 anos de promessa e enganação. Vamos oficiar a Secretaria de Educação e encaminhar essa denúncia ao Ministério Público. O povo merece respostas sobre o que fizeram com esse dinheiro”, declarou o deputado.

Após o vídeo denuncia do parlamentar, o gestor do município, Átila Câmara, rebateu as alegações de Carmelo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito afirmou que as obras não estavam paralisadas. Ele mostrou pessoas trabalhando no local, fato que não foi constatado nos dias anteriores ao vídeo de CN.

E diante do revide de Átila, Carmelo foi até a creche e, novamente, não havia ninguém trabalhando. “O prefeito me chamou de Nutella porque não pode me chamar de corrupto, nem a mim, nem minha família. Estou novamente na creche e mais uma vez não há ninguém trabalhando por aqui”, iniciou.

“Ele (o prefeito) trouxe alguns funcionários da prefeitura para realizar pinturas apenas com intuito de gravar vídeo. Mas percebemos que foi algo passageiro. As intervenções estão de fato paralisadas. Um desrespeito com o povo maranguapense”, finalizou.

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