
O deputado Carmelo Neto (PL) reagiu com indignação às novas restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as medidas, destaca-se a proibição total do uso de redes sociais, incluindo transmissões, retransmissões e veiculações de áudios, vídeos ou entrevistas, mesmo por intermédio de terceiros — sob ameaça de prisão imediata em caso de descumprimento.
“É um ataque sem precedentes à liberdade de expressão e ao direito do presidente Bolsonaro de se comunicar com a população. Nem Fernandinho Beira-Mar, nem Suzane Von Richthofen, nem Lula foram impedidos de dar entrevistas. Fizeram isso de dentro da prisão e não houve nenhum impedimento por parte do Supremo”, iniciou.
“Proibir Bolsonaro até de usar plataformas de aliados é censura pura, um absurdo que expõe o viés autoritário de Moraes e do STF”, completou Carmelo Neto. O parlamentar ressaltou que tais medidas foram adotadas no contexto de investigações sem condenação e sem provas concretas, o que para ele é uma explícita perseguição política.
CN também relembrou outras decisões recentes em desfavor de Bolsonaro como a imposição do uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de contato entre o ex-presidente e aliados, incluindo o próprio filho Eduardo Bolsonaro, como instrumentos que violam direitos fundamentais. “Essas medidas visam calar quem representa milhões de brasileiros e intimidar toda a base conservadora. É preciso que a sociedade esteja atenta e reaja contra essa escalada autoritária”, declarou.
Para Carmelo Neto, a verdadeira motivação por trás dessas ações é política, marcada pelo receio das forças do STF diante do impacto popular e político de Bolsonaro, que lidera todas os cenários das pesquisas de opinião visando 2026. “Não é sobre lei, não é sobre justiça. É sobre poder e controle. Mas essa narrativa não vai durar. O povo brasileiro quer liberdade, verdade e democracia, e nós vamos lutar por isso”, concluiu.