
O deputado Carmelo Neto (PL) denunciou nesta quinta-feira, 16, um encontro reservado entre o presidente Lula, o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Cristiano Zanin e o ministro da Justiça, Flávio Dino, ocorrido dentro do Palácio da Alvorada.
Segundo Carmelo, a reunião — sem agenda oficial, sem registro público e sem cobertura da imprensa — teria sido estratégica para definir o nome do próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Você acredita em coincidências? Lula, Moraes, Zanin e Dino sentaram à mesa, mas não foi pra jantar. Foi pra decidir quem vai mandar no Supremo pelos próximos 20 anos”, afirmou o parlamentar. Carmelo destacou que, de acordo com fontes de bastidor, o principal tema do encontro foi a sucessão de Luís Roberto Barroso no STF, e possivelmente também a vaga que poderá ser aberta por Cármen Lúcia.
Segundo ele, há dois nomes em disputa: o advogado-geral da União, Jorge Messias — conhecido como “Bessias”, figura próxima de Lula e Dilma Rousseff — e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, apoiado por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre. “De um lado, o escudeiro do PT. Do outro, o aliado do sistema. E o povo? Fica de fora, mais uma vez”, criticou Carmelo.
Para o deputado, o encontro confirma uma tentativa de consolidação de poder por parte da cúpula política e judicial do país. “Eles querem o controle total do Supremo e, com isso, o controle da política, da economia e das eleições. O povo vota, mas quem governa são eles”, afirmou. Carmelo encerrou dizendo que “nada acontece por acaso” e que o episódio revela como “a história do Brasil está sendo decidida por uma elite que age no silêncio, calculando cada movimento para manter o sistema intocável”.